Hora de limpar a gaveta. Clipes, alfinetes, linhas, agulhas, botões, papéis. Número de telefone velho, recado de amor antigo. E morreu? Quem nasceu? Fotografias amareladas. Gardel em disco 78rpm. Recorte de jornal sem data. Envelope aéreo selado, carta manchada...
Tinha no olhar cetíneo, aveludado, A chama cruel que arrasta os corações, Os seios rijos eram dois brasões Onde fulgia o simb’lo do Pecado. Bela, divina, o porte emoldurado No mármore sublime dos contornos, Os seios brancos, palpitantes, mornos,...
Pode o homem bruto, adstricto à ciência grave, Arrancar, num triunfo surpreendente, Das profundezas do Subconsciente O milagre estupendo da aeronave! Rasgue os broncos basaltos negros, cave, Sôfrego, o solo sáxeo; e, na ânsia ardente De perscrutar o íntimo...