Não sei se sou poeta por dizer
em versos
o que me vem à imaginação, liricamente.
Ou porque ódio e amor não são reversos
para mim... E eu os vivo intensamente!
Não
sei se sou poeta pela lágrima que cai
dentro do meu peito, por esta gente sofrida.
Ou porque por ideais, todo meu ser se esvai
quando a inspiração abre bem mais a ferida.
Não
sei se sou poeta pelo choro que invento
ou porque me faceto em muitos sentimentos.
Só sei que não sei mais se sou, ou não,
poeta.
Mas
sei que sou poeta ao compor este soneto,
porque aqui ponho alma e coração em dueto!
Nesse momento sei que o meu eu se completa.