Meu
coração repleto de esplendores
Como as grutas fantásticas do Ocidente,
Será digno de ti. Por ti sòmente
Foi que eu junquei meu coração de flôres.
Por ti despi-o das passadas côres,
Por ti sequei a lágrima pungente,
Que gotejava como o orvalho ardente,
Silenciosa sôbre as minhas dores!
Entra. Percorre êstes vergéis risonhos,
Calca a sorrir a terra umedecida
Onde palpita o mundo dos meus sonhos.
Fica, porém, atenta e prevenida;
Hás de ouvir, muitas vêzes, os medonhos
E surdos ais de uma ilusão perdida.